NOVO MANIFESTO PELA FEDERALIZAÇÃO DOS CRIMES DE MAIO, E FIM DA "RESISTÊNCIA SEGUIDA DE MORTE"

quinta-feira, novembro 25, 2010

Crimes de Maio podem ser julgados na esfera federal

Transferência de competência será solicitada pela PGR ao Superior Tribunal de Justiça


RENATO SANTANA
DA REDAÇÃO – A TRIBUNA – 25/11/2010

A Procuradoria-Geral da Republica (PGR) vai pedir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a transferência de competência, a chamada federalização, dos inquéritos e processos arquivados envolvendo nove homicídios ocorridos em 2006, os chamados Crimes de Maio. O anúncio foi feito pela subprocuradora Déborah Duprat durante a reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) ocorrida em Campo Grande (MS). A federalização é um dispositivo constitucional. Sua função é transferir da esfera estadual processos e inquéritos, arquivados ou não, para a esfera federal. Há vários motivos pelos quais o pedido é feito, entre eles, quando o Judiciário arquiva investigações precocemente ou com falhas. A declaração da subprocuradora surpreendeu um dos autores do pedido de federalização, o defensor público de Santos e São Vicente, Antônio Maffezoli. Além dele, também defendia essa medida a ONG Justiça Global. "Eu não estava tão otimista. O acórdão (publicação da decisão do julgamento) do primeiro caso de federalização, o do Manoel Mattos (defensor de direitos humanos morto por grupo de extermínio no nordeste), não saiu ainda", disse. Presente à reunião, Maffezoli explicou que o caso de Mattos é fator condicionante para a transferência de competência dos Crimes de Maio por ser o primeiro e definir quais são os termos observados pelo STJ para deferir ou não o pedido. Os Crimes de Maio representam os assassinatos, cometidos por grupos de extermínio ou em ocorrências de resistência seguida de morte da Polícia Militar, de mais de 500 civis, durante a semana de 12 a 21 de maio de 2006, em represália aos ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

ARGUMENTOS

Segundo o defensor público, a subprocuradora argumentou que o caso dos assassinatos da Baixada Santista se adaptam ao dispositivo federal e que será apresentado. Apesar de não querer se antecipar, Déborah disse, ainda de acordo com Maffezoli e em resposta aos questionamentos feitos por conselheiros, que é completamente possível federalizar casos arquivados. Sobretudo quando as entidades e familiares envolvidos não confiam no Ministério Público. "Temos diversas testemunhas que não querem falar para a Polícia Civil ou promotoria locais. Não se sentem respaldados. Para se ter uma idéia, o MP pediu para as mães que levantassem provas", ilustrou o defensor público. A subprocuradora lembrou ainda que não há recurso contra arquivamento judicial no Brasil, o que intensifica o clamor da Procuradoria da transferência de competência.

OPERAÇÃO DE GUERRA

Para concretizar a federalização, uma verdadeira operação de guerra será organizada pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos. Estratégias serão traçadas nas mesmas proporções do caso Manoel Mattos. A primeira medida tomada foi a formação de uma comissão para acompanhar junto ao STJ o andamento do pedido. Mas ela não ficará apenas em Brasília. A comissão virá a Santos para questionar o Judiciário, MP e as autoridades policiais sobre o arquivamento dos processos através das falhas apresentadas nos inquéritos. Débora Maria da Silva, líder da organização Mães de Maio, esteve na reunião e disse estar muito satisfeita: "Meu filho foi enterrado com os projéteis no corpo. Isso jamais poderia ter acontecido. Só em âmbito federal isso poderá ser reparado".

sábado, novembro 06, 2010

Homem é assassinado com oito tiros na Aparecida, em Santos (TV Tribuna)

http://www.tvtribuna.com/videos/?video=4795


http://www.tvtribuna.com/noticias.asp?idnoticia=21487&idDepartamento=5&idCategoria=0

Polícia

Homem é assassinado com oito tiros na Aparecida, em Santos




Créditos: Reprodução / TV Tribuna

Um homem de 21 anos foi morto com cerca de oito tiros no final da noite desta sexta-feira, em Santos. O crime aconteceu no momento em que ele aguardava a namorada descer do apartamento onde mora, na Rua Frei Francisco Sampaio, no bairro da Aparecida. Testemunhas disseram que quatro homens, um deles armado, saíram do local momentos depois. A polícia desconfia que a vítima esteja envolvida com o tráfico de drogas, já que porções de maconha foram encontradas no veículo, e que ele tenha sofrido uma execução sumária.

Às 22h40, conforme registro da Polícia Civil, José Mário de Oliveira, como foi identificado, aguardava dentro do carro que conduzia, um Chevrolet Agile, a namorada. Os dois sairiam para jantar naquela noite. No momento em que ela descia as escadas do edifício de três andares onde mora, estampidos de tiros foram ouvidos. Assustada, voltou para o apartamento.

Instantes depois, a mulher desceu e encontrou o namorado ferido dentro do veículo. A polícia foi imediatamente acionada, assim como o serviço de resgate, que encaminhou-o para o Pronto Socorro da Zona Leste, onde morreu.

Segundo apurado, testemunhas dos fatos disseram ter visto quatro homens saírem de um outro carro, também Chevrolet, mas agora um Meriva de cor preta. Eles se aproximaram do veículo de José e dispararam contra ele. Os suspeitos fugiram sem deixar pistas do paradeiro.

Execução

A Polícia Civil esteve no local do crime na mesma noite. Investigadores conseguiram obter a informação de que o homem morto tinha algum envolvimento com o tráfico de drogas e que ele supostamente estava devendo determinada quantia aos acusados do crime.

No carro, registrado no nome da namorada, onde ele foi atingido pelos disparos, a perícia encontrou um tablete de maconha. No hospital, os médicos, por sua vez, localizaram outra porção da mesma droga, desta vez escondida sob a camiseta dele.

Todo o material foi apreendido e levado para investigação. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária. Ainda não há informações sobre os suspeitos.

As informações são de A Tribuna On-line e TV Tribuna.

terça-feira, outubro 26, 2010

Repórter de A Tribuna recebe prêmio Vladimir Herzog

http://www.tvtribuna.com/noticias.asp?idnoticia=20703&idDepartamento=5&idCategoria=14



Créditos: Fernanda Luz / A Tribuna


O repórter de A Tribuna, Renato Santana, recebeu na noite desta segunda-feira, em São Paulo, o troféu na categoria jornal da 32ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. O jornalista foi o vencedor pela série de reportagens Crimes de Maio, publicada em A Tribuna entre os dias 25 e 30 de abril deste ano.

Santana recebeu o prêmio das mãos de alguém especial. Ivo Herzog, filho do jornalista Vladimir Herzog, assassinado em 1975 nos porões da ditadura militar.

Emocionado, declarou estar feliz e disse que a conquista representa mais que um grande prêmio. ´´É a luta pela liberdade e contra o facismo´´.

O autor das matérias, que denunciaram a ligação dos atentados ocorridos em 2006 com a existência de grupos de extermínio, fez ainda um agradecimento a Carlos Conde, editor-chefe de A Tribuna, a quem atribuiu coragem por incentivar a publicação de reportagens de grande repercussão.

O repórter fez agradecimentos à família e a amigos, especialmente às Mães de Maio, mulheres que lutam há anos por notícias de seus filhos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina.

Solenidade

A entrega do Prêmio Vladimir Herzog aconteceu diante de uma plateia lotada, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo (Tuca).

Estiveram presentes à cerimônia o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo, representantes da Regional Baixada Santista e Vale do Ribeira do sindicato, além do ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, e do senador Eduardo Suplicy (PT).

Violência

As matérias do repórter Renato Santana tiveram o objetivo de sensibilizar a sociedade e apresentar um balanço após quatro anos dos atentados atribuídos a membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e a policiais militares que fazem parte de grupos de extermínio.

A violência gerou um saldo assustador: a morte de 564 pessoas em todo o Estado de São Paulo, sendo 60 na Baixada Santista.

Para elaborar a série, ele precisou entrar em contato com parentes das vítimas e com os próprios sobreviventes do massacre e com policiais envolvidos nos crimes.

Naquele mês de maio de 2006, 21 dias de violência aterrorizaram várias cidades de São Paulo. Um revide aos ataques ocorridos no Dia das Mães, quando vários policiais militares foram mortos por integrantes do PCC.

Ao encontrar parentes e sobvreviventes da violência, Santana vivenciou o drama que se seguiu após os crimes. ´´Eles ainda lutam por justiça e são ameaçados. Os relatos mais dramáticos foram os de quem escapou das chacinas. Essas famílias foram arrebentadas e foi doloroso ficar perto delas´´.

Com a publicação da série, a Assembleia Legislativa implantou uma força-tarefa para resgatar o assunto e promoveu uma audiência pública em Santos, envolvendo todas as partes relacionadas aos espisódios. Por conta disso, a corregedoria da Polícia Militar reabriu as investigações sobre o envolvimento de policiais militares em grupos de extermínio.

O prêmio

O prêmio Vladimir Herzog foi criado pelo Sindicato dos Jornalistas e elege anualmente os melhores trabalhos que denunciam a repressão e o atropelo aos Direitos Humanos. A primeira edição ocorreu em 1978, durante a ditadura militar, com o objetivo de estimular os profissionaisa da Imprensa e jornalistas a denunciar abusos.

O nome da premiação é baseado na memória do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI/CODI, no ano de 1975, em São Paulo, que virou símbolo da liberdade de imprensa e Direitos Humanos no Brasil.

De acordo com a organização do prêmio Vladimir Herzog, mais de 300 trabalhos de todo o País concorrem a cada ano em onze categorias: Livro-reportagem / Artes / Fotografia / Jornais / Literatura / Rádio / Revista / Teatro / TV – Documentário e/ou Especial / TV – Jornalismo Diário e Imagem de TV.



Fonte: A Tribuna On-line

sábado, outubro 16, 2010

AGENDA LATINOAMERICANA 2011 SERÁ LANÇADA COM HOMENAGEM ÀS MÃES DE MAIO


AGENDA
LATINO-AMERICANA'2011:

«Que Deus?

Que Religião?»

Está na rua, esperando você e sua comunidade!

Agenda: 20 anos de serviço, desde 1992


Próximos lançamentos da Agenda:

- Dia 20 de outubro de 2010, às 19:30h
no Salão de Festas da Igreja São Judas Tadeu - Setor Coimbr, em Goiânia - GO,
com a presença de Zé Vicente.

- Dia 23 de outubro de 2010, às 10:00h
no SESC da Vila Mariana em São Paulo - SP

- Dia 05 de novembro de 2010, às 20:00h
no Centro de Convenções do Colégio Nossa Senhora das Dores em Uberaba- MG,
com a presença de dom Tomás Balduino e Zé Vizente.

Veja a apresentação do tema da Agenda Latinoamericana'2011, por Pedro CASALDÁLIGA
Veja o Índice dos conteúdos da Agenda,
e a visão de conjunto, por José María VIGIL.
Os nomes dos ganhadores dos concursos do ano passado
já estão nas páginas da Agenda Latino-americana'2011, já na rua.
Veja aqui as convocações para novos concursos da Agenda
nos quais participar até 31 de março de 2011.


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sexta-feira, outubro 15, 2010

PARABÉNS RENATO SANTANA: JORNALISTA DA VERDADE E DA JUSTIÇA!



Quinta-feira, 14 de outubro de 2010 - 17h53

Crimes de Maio

Repórter de A Tribuna ganha Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog

De A Tribuna On-line


Créditos: Reprodução
Capa da primeira edição da série Crimes de Maio, publicada no dia 25 de abril

O repórter de A Tribuna Renato Santana foi o vencedor da 32ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, categoria jornais, pela série de reportagens Crimes de Maio, publicada entre os dias 25 e 30 de abril deste ano.

As matérias tinham o objetivo de sensibilizar a sociedade e apresentar um balanço após quatro anos dos atentados atribuídos a membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e a policiais militares que fazem parte de grupos de extermínio. A violência gerou um saldo assustador: a morte de 564 pessoas em todo o Estado de São Paulo, sendo 60 na Baixada Santista.

Para elaborar a série, Santana precisou entrar em contato com parentes das vítimas e com os próprios sobreviventes do massacre e com policiais envolvidos nos crimes.

''Dois anos após os ataques, os crimes foram arquivados a pedido do Ministério Público. Quatro anos depois dos atentados, ninguém havia sido punido. Por isso, a ideia foi a de elaborar reportagens lembrando esses crimes e mostrando como os direitos humanos estavam sendo feridos, como a impunidade reinava nessa questão''.

Naquele mês de maio de 2006, 21 dias de violência aterrorizaram várias cidades de São Paulo. Um revide aos ataques ocorridos no Dia das Mães, quando vários policiais militares foram mortos por integrantes do PCC.

Ao encontrar parentes e sobvreviventes da violência, Santana vivenciou o drama que se seguiu após os crimes. ''Eles ainda lutam por justiça e são ameaçados. Os relatos mais dramáticos foram os de quem escapou das chacinas. Essas famílias foram arrebentadas e foi doloroso ficar perto delas''.

Lição

O repórter debruçou no tema por cerca de um mês e meio, até a a publicação da última edição da série, em 30 de abril. A dedicação a essa missão investigativa fez com que exaltasse a importância da verdadeira reportagem. ''Jornalismo sem reportagem é meio jornalismo'', afirma.

A públicação da série teve resultados. A Assembleia Legislativa implantou uma força-tarefa para resgatar o assunto e promoveu uma audiência pública em Santos, envolvendo todas as partes relacionadas aos espisódios. Por conta disso, a corregedoria da Polícia Militar reabriu as investigações sobre o envolvimento de policiais militares em grupos de extermínio.

''O prêmio tem uma importância especial, por ter sido organizado ainda no período da ditadura militar, em homenagem a um dos maiores jornalistas da história desse País - Vladmir Herzog, assassinado nos porões da ditadura. Essa conquista reconhece a importância do assunto, que é uma ferida para nós''.

A entrega do Prêmio Vladmir Herzog ocorrerá no dia 25 de outubro, às 19h30, no Tuca, Teatro da Universidade Católica de São Paulo.

O prêmio

O prêmio Vladimir Herzog elege anualmente os melhores trabalhos jornalísticos que denunciam a repressão e o atropelo aos Direitos Humanos. A primeira edição ocorreu em 1978, durante a ditadura militar, com o objetivo de estimular os jornalistas a denunciar abusos.

O nome da premiação é baseado na memória do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI/CODI, no ano de 1975, em São Paulo, que virou símbolo da liberdade de imprensa e Direitos Humanos no Brasil.

De acordo com a organização do prêmio Vladimir Herzog, mais de 300 trabalhos de todo o País concorrem a cada ano em onze categorias: Livro-reportagem / Artes / Fotografia / Jornais / Literatura / Rádio / Revista / Teatro / TV – Documentário e/ou Especial / TV – Jornalismo Diário e Imagem de TV.

Leia as reportagens da série 'Crimes de Maio':

Dia 25 de abril

Quatro anos. E ninguém foi punido

Dia 26 de abril

Polícia nega grupos de extermínio

Dia 27 de abril

Eles morreram. Ficaram as dúvidas

Dia 28 de abril

À noite e disfarçados. Assim agem os justiceiros

Dia 29 de abril

Justiça, não. Violação dos direitos da sociedade

terça-feira, outubro 05, 2010

A LUTA É UMA SÓ: MÃES DE MAIO ENCONTRAM-SE COM MADRES E ABUELAS ARGENTINAS, NOSSAS GUERREIRAS INSPIRADORAS


Foto de uma das obras do Parque da Memória, na Argentina


"A memória guardará o que valer a pena.
A memória sabe de mim mais que eu,
e ela não perde o que merece ser salvo"
Eduardo Galeano

No dia 23 de Setembro ocorreu em São Paulo um encontro realmente histórico! Enquanto muita gente se ocupava apenas com a disputa eleitoral em curso, outros se dedicavam à denúncia da grande mídia comercial brasileira no Sindicato dos Jornalistas, mas quem pôde estar no Auditório Novo da PUC-SP, lotado de estudantes, professores e militantes de diversos movimentos sociais, não nos deixa mentir...

Na ocasião nós, Mães de Maio da democracia brasileira, tivemos a honra de participar de um importante debate sobre o Direito à Memória, à Verdade e à Justiça – Contra o Terrorismo de Estado, junto a algumas das nossas queridas Guerreiras Inspiradoras Argentinas das Madres de Mayo e das Abuelas. Mães e avós das mais de 30.000 vítimas fatais (entre mortos e desaparecidos) da ditadura civil-militar na Argentina (1976-1983), que foram à Luta e seguem Lutando até hoje. Um convite que nos foi feito, muito especialmente, pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Seguridade e Assistência Social da PUC, Observatório de Violências Policiais e Comissão de Mortos e Desaparecidos.

Madres e Abuelas protestam contra o sequestro e assassinato de seus familiares

Para nós foi uma ocasião extremamente especial por diversas razões. Em primeiro lugar, devido ao ânimo e a emoção que nos foram proporcionadas ao conhecer pessoalmente algumas das Mulheres que tiveram importância decisiva na derrota da ditadura civil-militar argentina, e seguem tendo importante atuação dentro da sociedade portenha: as Guerreiras Estela, Lita, Carmen e Vera. Esta última que é xará de nossa companheira Vera Lúcia de Andrade Freitas, que compartilhou a mesa com elas e pôde contar um pouco de nossa recente experiência por aqui.

Vera Lúcia e Débora Maria, das Mães de Maio, encontram-se com Madres e Abuelas argentinas

Em segundo lugar, porque o testemunho de cada uma delas foi uma verdadeira lição de Vida, de Luta, e um grande incentivo para que nós, Mães de Maio do Brasil, sigamos cuidando de valorizar a formação de nossa consciência crítica, pois as Madres e Abuelas deram uma grande aula de História e de Política a todos os presentes, com a grande diferença de que além de procurar estudar elas também fizeram e fazem História, coletivamente!

Vera, das Mães de Maio (à direita), participa do debate com as Madres e Abuelas Argentinas

Em terceiro, pois a exibição do belíssimo documentário sobre o "Parque de la Memória" e sobre o Monumento às Vítimas do Terrorismo de Estado na Argentina apenas reforçou em nós a importância de termos cada vez mais, aqui no Brasil, novos espaços realmente dedicados à preservação crítica da Memória e da Verdade, revelando também o quanto é importante a utilização das diversas Artes para se conseguir avançar na elaboração do Luto frente ao Terrorismo de Estado que segue nos vitimando, e superá-lo por meio da Formação Crítica e da Luta por Justiça e Liberdade. "Recordar é necessário. Construir Memória é construir o Futuro", concluía o documentário.

Finalmente, o encontro também foi muito importante para selarmos um Compromisso com as Madres e com as Abuelas, de que dentro do possível faremos muito mais atividades de intercâmbio e de formação conjunta, tanto no Brasil quanto na Argentina. Espaços como o Parque da Memória e o Monumento em Homenagem às Vítimas do Terrorismo de Estado Argentino devem servir de modelo e de inspiração para outras iniciativas semelhantes aqui no Brasil, como o Memorial às Vítimas dos Crimes de Maio de 2006 que seguiremos lutando para tornar realidade. Assim, poderemos ter cada vez mais espaços onde haja discussão pública sobre a História Brasileira e Latino-Americana e, assim, possam assegurar uma preservação crítica da Memória e uma apropriação efetiva da Verdade Histórica pelos trabalhadores e trabalhadoras pobres do país, tornando-se espaços culturais e formativos fundamentais para o aprofundamento das Transformações Sociais que tanto precisamos.

Débora presenteia as Madres e Abuelas Argentinas com a camiseta das Mães brasileiras

E, para fechar com chave de ouro, ainda pudemos deixar com cada uma das cinco Guerreiras presentes uma humilde Homenagem das Mães de Maio do Brasil, pelo exemplo de Luta, de Consciência e de Radicalidade que essas Madres e Abuelas sempre representaram para nós, inspirando o nome de nosso movimento e significando renovada inspiração a cada novo dia. As camisetas que entregamos a cada uma delas também simbolizam toda a nossa Solidariedade Internacionalista e Inter-temporal. Elas estão convidadas desde já a estarem presentes no triste aniversário de 5 Anos dos Crimes de Maio de 2006, que será marcado por Homenagens e por Luta, assim como nós também queremos muito um dia poder visitá-las na Argentina.

Madres e Abuelas mostram sua Homenagem ao público, selando o Encontro Histórico


A LUTA NÃO TEM FRONTEIRAS DE TEMPO OU DE ESPAÇO!

CONSTRUIR MEMÓRIA É CONSTRUIR FUTURO!

A VERDADE, A JUSTIÇA E A LIBERDADE ROMPEM TODAS AS CERCAS DA HISTÓRIA!

MÃES DE MAIO

sábado, setembro 18, 2010

Denúncia de venda de ossos humanos em Cemitério de Santos


Caros Comp@s
Saudações!!!

Já não basta o Estado exterminar os nossos filhos cotidianamente, e ainda temos que conviver com esta Situação Bizzara! Agora mais um grande pesadelo que nós temos que lidar...

As Mães de Maio terão que se revezar a partir de hoje para vigiar os túmulos de nossos filhos, para que eles não sejam violados. É importante ressaltar muito bem que, neste Cemitério que apareceram as denúncias de tráfico de corpos e de ossos, estão enterrados 15 dos nossos meninos vítimas dos Crimes de Maio de 2006.

Eu, Débora Maria, sempre tive muito cuidado com o túmulo de meu filho, pois além de sagrado para mim, o corpo dele foi enterrado com uma bala alojada na espinha cervical. Estamos lutando há anos pela exumação do corpo dele, para ser feita a retirada da bala e se produzir novos elementos para as investigações (que seguem arquivadas!) .

Informo que já estamos discutindo este assunto na Câmara Municipal de Santos também, afinal o monitoramento desta situação parece que não está funcionando. E também temos desconfiança de que estão querendo jogar nas costas de um pedreiro toda a responsabilidade sobre um esquema muito maior. Isso também não admitiremos!

Não bastasse termos que lidar com a absurda omissão do Estado nas investigações e punições dos Crimes cometidos por seus agentes; não bastasse termos nós mesmas, por conta própria, que buscar elementos e provas para a proteção da Memória, da Verdade e da Justiça; estamos agora também tendo que ficar completamente vigilantes para termos certeza que os corpos de nossos filhos e filhas não sejam violados (nem tenham seus direitos violados!) mesmo debaixo da terra. E debaixo dos olhos do chamado "Poder Público"...

E assim caminha o nosso país...

SEGUIMOS ATENTAS!
Débora Maria,
Mães de Maio



Quarta-feira, 15 de setembro de 2010 - 21h52

Crime macabro

Pedreiro acusado de vender ossos humanos de cemitério em Santos nega envolvimento em esquema

Sandro Thadeu


Créditos: Irandy Ribas

O pedreiro Sidnei de Carvalho, suposto mercador de ossos humanos, negou qualquer envolvimento nesse tipo de esquema. Ele prestou depoimento na manhã desta quarta-feira, no 5º DP de Santos.

Os ossos estariam sendo retirados do Cemitério da Areia Branca, em Santos, e seriam supostamente vendidos para rituais de magia negra e estudantes de medicina.

Sidnei estaria comercializando dentes por R$ 10,00 e crânio por um valor que variava de R$ 350,00 a R$ 600,00, segundo o estado de conservação. As negociações foram gravadas e exibidas em um programa jornalístico, onde um repórter de uma rádio santista se passava por um comprador que tinha interesse em adquirir um crânio.

De acordo com o delegado do 5º DP, Flávio Máximo, o suspeito afirmou, por diversas vezes, que está sendo vítima de uma armação.

Ainda segundo o delegado, a voz do pedreiro parecia estar um pouco diferente da voz gravada, porém pessoas ouvidas até o momento confirmaram que a voz gravada é dele.

Máximo diz que, durante o depoimento, Carvalho entrou em contradição em alguns momentos. Não há, entretanto, provas concretas para indiciá-lo.

Leia a matéria completa na edição desta quinta-feira, em A Tribuna.

sexta-feira, setembro 17, 2010

Contra os Golpismos Continuados


As Mães de Maio vêm cobrando seriamente, dos candidatos de nossa região, os debates sobre Segurança Pública. Vemos uma maquiação por parte de todos, sem exceção, sobre o tema.

Os candidatos a Governadores e mesmo os Presidenciáveis não têm cobrado, no caso aqui de São Paulo, dos governos tucanos pela responsabilidade em relação aos Crimes de Maio e o Genocídio Continuado Contra a Juventude Pobre e Negra.

Vemos quando os jornalistas fazem as perguntas sobre Segurança Pública eles sempre só falam dos policiais e seus familiares, e nunca se referem à Repressão e Execuções em massa contra os nosso filhos moradores da periferia.

Assim, o Governo do Estado segue livre para continuar agindo da mesma forma, inclusive tentando aumentar o Ibope de suas candidaturas às custas de mais-repressão na periferia, onde eles já praticam cotidianamente torturas e execuções sumárias.

ATÉ QUANDO???? ATÉ QUANDO????

CONTINUAMOS ATENTAS
MÃES DE MAIO


quarta-feira, setembro 08, 2010

Defensor Luis Carlos dos Santos sofre ameaças: estamos atentas!


O Defensor de Direitos Humanos de Cotia, Luiz Carlos dos Santos, está sendo perseguido por policiais militares a quem denunciou por graves violações de direitos humanos da região sul da Grande São Paulo

Seis policiais militares o sequestraram e o levaram para trás de um cemitério para ameaçar sua família. Disseram que não o matariam porque senão “ficaria muito na cara”, mas elencaram os nomes de seus filhos, seus endereços e o de suas escolas e ordenaram que parasse com as denúncias. Em consequência ele teve que retirar seus filhos de suas casas (moram em casas diferentes) e escondê-los.

Ele pede que todos os defensores de direitos humanos e militantes pressionem para que os casos que ele acompanha sejam devidamente investigados e punidos judicialmente.

CASO JHONATAN

No início de Agosto de 2010, o estudante Jhonatan Felipe Santos, de 15 anos, estava desaparecido há alguns dias, na região Itapecerica da Serra (Grande SP), e a família esperava por notícias. Mas Jhonatan foi encontrado morto no dia 05 de Agosto, no bairro de Parelheiros (Zona Sul de São Paulo-SP), com vários tiros no rosto e diversas queimaduras de cigarro pelo corpo.

Segundo testemunhas, o adolescente foi levado por dois homens que se identificaram como policiais. As testemunhas contaram que Jhonatan foi algemado pela dupla na Rua Major Telles, a principal rua de comércio de Itapecerica da Serra, e colocado dentro de um carro. Familiares e amigos contaram que ele era um rapaz calmo: "A vida dele era vir da escola para casa. À noite,
trabalhava numa pizzaria em Cotia e no fim de semana ajudava o tio, que é pedreiro" - diz a mãe do rapaz, Ana Maria Souza Santos.

O tio do rapaz, Ademar Souza Santos, contou que Jhonatan havia ido ao banco na sexta-feira (30/07) e "quando voltei ele não estava no banco. Uma pessoa me l igou, uma mulher conhecida disse que viu meu sobrinho ser abordado por policiais à paisana" - contou o tio.
Se tivesse sido preso em flagrante por policiais, o adolescente estaria na delegacia de Itapecerica. Mas, no local, ele não foi encontrado. Também não houve registro de que ele estivesse sendo procurado pela polícia.

O Defensor Luis Carlos dos Santos teve e está tendo um papel fundamental na elucidação deste e de outros vários casos semelhantes, que envolvem a atuação de agentes do estado e de paramilitares de extermínio.

AS MÃES DE MAIO PRESTAM DESDE JÁ TODA A SOLIDARIEDADE AO GUERREIRO LUÍS CARLOS DOS SANTOS!

SEGUIMOS ATENTAS E FIRMES COM VOCÊ!

MÃES DE MAIO

sexta-feira, setembro 03, 2010

ENQUANTO POLÍTICOS E CAPATAZES SE FAZEM DE VÍTIMA, A POLÍCIA DE SÃO PAULO SEGUE MATANDO PESSOAS NA PERIFERIA


Enquanto o Sr. José Serra tenta posar de vítima para criar um fato neste espetáculo eleitoral, as Mães de Maio vêm a público repudiar os assassinatos que seguem ocorrendo por parte da Polícia de São Paulo - a mesma Polícia comandada até pouco tempo pelo Sr. José Serra, e que segue sendo comandada por pessoas de seu grupo político. A pior violação que o Sr. Serra deveria estar discutindo é a violação de vidas humanas que a polícia de SP vem fazendo cotidianamente nas periferias de todo o estado.

Lembram-se dos Crimes de Maio de 2006? Quando também às vésperas de uma eleição a polícia e grupos paramilitares do estado de São Paulo, comandado à época pela mesma turma de Serra, Geraldo Alckmin e de Claúdio Lembo, matou mais de 500 pessoas pelas periferias durante o curto espaço de uma semana (de 12 a 20 de maio)? Nós nos lembramos bem, pois nossos filhos foram assassinados por policiais e grupos de extermínio naquela ocasião! E enquanto os Josés Serras, do dia para a noite, se escandalizam na TV para que apurem a violação de um sigilo de cartório, nós todas estamos a 4 anos, três meses e cerca de 15 dias sem a devida investigação, julgamento e punição de nenhum dos responsáveis pelos assassinatos de nossos mais de 500 meninos, entre mortos e desaparecidos.

ASSISTA AO VÍDEO DE GERALDO ALCKMIN SE ESQUIVANDO SOBRE OS CRIMES DE MAIO DE 2006

De nossa parte, seguimos e seguiremos nos solidarizando com todas as verdadeiras vítimas do Estado: as Mães, Familiares e Amigos das pessoas injustamente presas, torturadas e mortas pela Polícia. Mães como as companheiras Dna. Cida, Dna. Elza e Dna. Ana Maria, que contaram um pouco das suas histórias e das mortes de seus filhos hoje no Jornal da Tarde (VER PRÓXIMO POST). Mães que tiveram as vidas de seus filhos roubadas pela polícia do coitadinho do Serra e seus comparsas, estes santos-homens...

Mães de Maio prestam solidariedade à Dona Elza (c/ a bolsa), Mãe de Eduardo (morto pela Polícia em abril de 2010)

Repudiamos também as declarações hipócritas dadas hoje pelo Comandante da Rota, Sr. Paulo Telhada, depois de mais um assassinato cometido pela polícia. Ele é o mesmo que, semanas atrás, apareceu na capa do lixo da revista Veja São Paulo fazendo, em coro com os editores deste lixo, uma verdadeira apologia ao fascismo e ao extermínio de pobres e negros no estado de São Paulo. Em posição de sentido, um esquadrão de PMs da Rota com boinas-negras - como os fascistas europeus - pregando o seguinte lema: "Deus no coração, pistola na mão!".

Capa da Revista Veja do início de Agosto de 2010: "Deus no coração, pistola na mão"

Sr. Paulo Telhada: Nós sabemos muito bem, no dia-dia, contra quem estas pistolas estão voltadas, e contra quem elas são usadas diariamente! Nós sabemos muito bem por quem o coração de vocês bate! E quem o coração de vocês odeia: nós que vos falamos!

Que tipo de sociedade vocês querem construir????

Depois de dar declarações e exemplos como este, depois das mortes e assassinatos que nós e nossas famílias vivemos na pele, eles vêm com frases cínicas e hipócritas, como as que o Sr. Telhada declarou hoje no Estadão e no Jornal da Tarde, fazendo-se de vítimas e de santos perante a população. "Como cidadão e pai de família, estou triste, pois este rapaz poderia ser um trabalhador". Nas entrelinhas é possível ler: EU mato todos aqueles que EU considero bandidos. Ele tenta legitimar o ilegitimável!

Quem são as verdadeiras vítimas, cara pálida? O Estado não tem o direito de tirar a vida de ninguém, e a banalização dos "autos de resistência" e das "resistências seguidas de morte" é uma maneira de encobrir a verdadeira ideologia que vocês deixam escapar de forma explícita: a defesa da propriedade e do capitalismo, custe o quê custar! Custe o extermínio em nossas carnes e em nossas almas: Nós, Trabalhadoras e Trabalhadores Pobres e Negros Moradores da Periferia! Nós que já morremos cotidianamente trabalhando para vocês, e que morremos tantas outras vezes assassinados pelos seus capatazes! Nós que não temos dinheiro nem posses, e temos a pele escura, e assim somos considerados automaticamente "suspeitos" ou "culpados" por vocês! Nós que o Deus de vocês odeia!

Vocês posam de vítimas como se não fizessem parte da construção de uma sociedade desigual e injusta, e de uma ideologia fascista, da lógica do extermínio que historicamente sempre teve muita força dentro da Rota. Vocês posam de vítimas como se vocês e sua polícia não participassem ativamente da corrupção e da violência cotidiana nesta sociedade capitalista que vivemos.

Uma lógica e uma prática fascista que está espalhada por todo o país: ACABAMOS DE RECEBER A NOTÍCIA de que Martinele Dutra foi assassinado ontem por volta das 13:30hs no Rio de Janeiro. Nossa Grande Companheira da Rede Contra Violência do Rio de Janeiro, a Guerreira Márcia Jacintho, que já havia perdido seu filho Hanry, assassinado pela polícia 6 anos atrás, agora perde também o seu primo Martinele. Toda Força do Mundo, Guerreira! Tâmo juntas!

PUNHOS CERRADOS!
MÃES DE MAIO


Início do conteúdohttp://www.estadao.com.br/noticias/cidades,suspeito-do-atentado-contra-comandante-da-rota-e-morto-em-itaquera,604088,0.htm

Suspeito do atentado contra comandante da Rota é morto em Itaquera

Paulo Telhada afirmou 'não ter dúvidas' de que homem é o atirador que tentou matá-lo há um mês

02 de setembro de 2010 | 3h 57
Bruno Lupion, do estadão.com.br

SÃO PAULO - O suposto autor do atentado cometido há um mês contra o comandante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) foi morto em confronto com a polícia na madrugada desta quinta-feira, 2, em Itaquera, zona leste da capital. O tenente-coronel Paulo Telhada, que está em férias, foi chamado para reconhecer o rapaz no hospital e afirmou "não ter dúvidas" de que ele é o atirador que tentou matá-lo em frente à sua casa.

JB Neto/AE
JB Neto/AE
Telhada foi vítima de um atentado em 31 de julho, na zona norte de São Paulo

O suspeito vinha sendo investigado pelo serviço reservado da Polícia Militar desde o atentado e era o principal suspeito do crime. Ele dirigia um Gol prata no começo da Avenida Jacu Pêssego quando foi abordado por viaturas da Rota, mas se recusou a parar e foi perseguido em alta velocidade por cerca de sete quilômetros.

Na Rua Serra de São Domingos, altura do nº 72, por volta da 0h30, o homem embicou o carro na garagem de um edifício residencial e saiu com uma pistola calibre 45 em punho, atirando, segundo os policiais. Eles reagiram com metralhadoras e o suspeito, baleado quatro vezes, morreu enquanto recebia atendimento no Hospital Santa Marcelina.

Telhada disse que tinha acabado de chegar de viagem quando foi chamado para reconhecer o homem no hospital. O comandante da Rota também compareceu, à paisana, ao local do crime e ao 32º Distrito Policial, de Itaquera, onde o caso foi registrado. "Sem sombra de dúvida, foi este indivíduo que disparou onze vezes contra mim no mês passado", afirmou. Segundo ele, o atirador estava no banco de passageiro do veículo que o abordou na porta de casa, na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo, no final de julho.

Segundo a polícia, o Gol prata dirigido pelo criminoso não é roubado, mas pertence a uma pessoa procurada pela Justiça. Dentro do carro, havia um fuzil e cerca de 20 quilos de cocaína. Indagado sobre como se sente ao ver o criminoso morto, Telhada afirmou que "como cidadão e pai de família, estou triste, pois este rapaz poderia ser um trabalhador".

Atentado

Paulo Telhada foi vítima de um atentado por volta das 11 horas do dia 31 de julho deste ano, na zona norte de São Paulo, quando saía de casa, na Freguesia do Ó. O comandante da Rota deixava a garagem de casa em uma caminhonete quando um carro com dois homens parou em frente ao seu veículo. O passageiro abriu o vidro e disparou diversas vezes contra o policial. Telhada se abaixou dentro da caminhonete até a dupla de atiradores fugir e não foi baleado. Os disparos acertaram o carro do tenente-coronel, o muro da casa e um veículo estacionado na rua.


Texto atualizado às 18h05.

(Jornal da Tarde) Elas tiveram os filhos mortos por PMs este ano



Nesta sexta-feira saiu uma importante matéria no Jornal da Tarde, sobre assassinatos recentes cometidos pela PM de SP. Confira a matéria na imagem abaixo.

Toda solidariedade do mundo às Mães!

MÃES DE MAIO


segunda-feira, agosto 30, 2010

CARTA DAS “MÃES DE MAIO” AO I ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS


A INTERNET NÃO PODE SUBSTITUIR A PRESSÃO DAS RUAS


Nós, Mães de Maio, escrevemos esta mensagem de agradecimento e reflexão sobre o I Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas.

Em primeiro lugar, com muito respeito e humildade que é o nosso proceder, agradecemos a confiança pelo convite e a calorosa recepção que tivemos de todas e todos os participantes do Encontro. Estamos ainda engatinhando nessa ferramenta que é a blogosfera, a qual acreditamos ser bastante importante para os movimentos sociais e para as comunidades pobres de todo o país. Com ela, já conseguimos romper uma série de barreiras que sempre nos foram colocadas pelos poderosos e pelos detentores do monopólio da comunicação, esta minoria rica e geralmente branca que sempre bloqueou as nossas falas e as nossas idéias de circularem na esfera pública. Porém, há muito o quê avançar...


Débora, das Mães de Maio, participa da Mesa de Abertura do I Encontro de Blogueiros

Nosso cotidiano, que é o cotidiano da maioria da população, é marcado pelo massacre que o capitalismo sempre fez contra nós: desde as senzalas onde nossos irmãos negros, negras e indígenas eram explorados até a morte; até os tempos modernos, quando a chibata se transformou na ditadura do dinheiro e na farda da polícia. Sempre nos foram renegados todos os direitos fundamentais que qualquer ser humano deveria ter assegurado: a começar pelo Direito à Vida, o Direito de Ir e Vir, o Direito à Saúde, à Moradia, à Educação, à Cultura e à Comunicação Livre.

Nós lutamos por Igualdade de Oportunidades, por Justiça e, sobretudo, pelo Direito de Pensar e Viver em Liberdade. Sabemos que a Democracia que nós vivemos é uma verdadeira farsa, e nós apenas exigimos que ela seja Realizada Plenamente.

O público de blogueiros de todo o país (19 estados) lotou o auditório

Sabemos que temos um longo caminho para construir todas as transformações que o povo pobre e negro das periferias tanto precisam. Mesmo na blogosfera, há muito o quê se avançar no sentido de garantir o pleno acesso à internet e a todas as ferramentas que ela possibilita, visando fortalecer verdadeiros canais de comunicação da periferia com a sociedade como um todo, no país e no mundo. Sem o poder de Voz, de Ação e de Decisão da Maioria, não haverá nunca uma transformação igualitária e justa, inspirada pela Liberdade.

Idéias e Propostas foram discutidas em Grupos de Trabalho

Como propostas imediatas, três das nossas principais bandeiras em relação à blogosfera são:

- ACESSO: A Garantia do Acesso Gratuito à Internet e à Banda Larga para toda a população brasileira, principalmente a população pobre.

- FORMAÇÃO: A estruturação de uma Rede de Oficinas e de Formação, Crítica e Gratuita, que possa efetivamente democratizar a utilização dessas ferramentas (como blogs, sites etc). Orientando também sobre todos os perigos que a mesma blogosfera pode significar.

- SOLIDARIEDADE: Por fim, apoiamos a criação de uma verdadeira rede de blogs, sites, de apoio jurídico gratuito e de apoio material solidário para os efetivos defensores da democracia e da liberdade, visando nos proteger a todos – principalmente quem se encontra mais ameaçado - frente a criminalização dos trabalhadores pobres e dos movimentos sociais. Se a classe trabalhadora não formos solidários entre nós mesmos, ninguém será por nós!

Pelas Ruas do centro de São Paulo, a caminho do encontro, a Realidade Grita por Justiça!

Apesar de todo o significado do Encontro de Blogueiros e de várias de seuas propostas, sabemos que todas estas medidas necessárias e urgentes não podem criar a impressão e a euforia de que a blogosfera vá substituir a organização popular e a presença cotidiana nas ruas. Sabemos que uma das principais táticas dos poderosos é incentivar que as pessoas fiquem cada vez mais isoladas entre si, dentro de suas casas, reféns do medo do contato direto nas ruas, onde a vida realmente acontece. Este esvaziamento de algumas pessoas das ruas (enquanto elas seguem sendo tomadas por pessoas pobre como nós, descartadas pelo capitalismo, e sem qualquer perspectiva de vida digna), por maiores que sejam as ações virtuais, gera a reprodução das desigualdades, das injustiças e da falta de liberdade efetiva no cotidano. Para nós da periferia, isso significa a ampliação da estigmatização, do terror e da impunidade perpetuada contra nós ao longo de todo a história. As ruas passam a ser apenas espaços de passagem, de compras e da violência contra nós que as ocupamos.

As Mães de Maio defendem que o prêmio "O Corvo" deve ser dado a todos os Corvos do Estado, responsáveis pelos Crimes de Maio e pelo terror cotidiano nas Periferias de nosso país

Por fim, continuamos repudiando as políticas e práticas de Segurança Pública no Estado de São Paulo. O troféu “O Corvo”, que foi dado à Judith Brito como uma das principais representantes da “Ditadura da Mídia” em nosso país, deveria ser dado também a todos Os Corvos que foram e são os responsáveis diretos pelos Crimes de Maio de 2006 e pelos massacres cotidianos nas periferias de todo o país. De nossa parte, convocamos a todas e todos os blogueiros que participaram do Encontro, que se somem na blogosfera e nas ruas, na luta pela Verdade e por Justiça referente aos Crimes de Maio de 2006 e a todos os crimes similares que representam uma verdadeira “ditadura continuada” em plena era da democracia brasileira. Sem pressão popular não haverá os desarquivamentos, os julgamentos e as devidas punições de todos os agentes de estado responsáveis pelas matanças de ontem e de hoje!

Mães de Maio e Rede Contra Violência (RJ) nas Ruas protestando pelos 4 anos de impunidade dos Crimes de Maio

Seguiremos lutando cotidianamente, nas ruas, na internet e aonde for, para que o Amanhã Seja Livre!

Muito Obrigada a Todas e Todos pelo Respeito, pelo Carinho e pelo Fortalecimento de nossa Luta! Esperamos que, cada vez mais, ela seja uma Luta de Todos Nós!

SEGUIREMOS ATENTAS, CONECTADAS E PRONTAS PRA LUTAR!

VIVA A PRESSÃO POPULAR!

MÃES DE MAIO

sexta-feira, agosto 27, 2010

Audios da Audiência Pública do Condepe

Ouça a gravação da Audiência Pública que aconteceu no Condepe/SP no dia 05 de agosto de 2010, no Espaço da Cidadania “André Franco Montoro”, situado no Largo Pateo do Collegio, no. 184, térreo, Centro de São Paulo.

Estiveram presentes entre outros o presidente do Conselho Regional de Medicina por ocasião dos crimes de maio de 2006, representante do Secretário de Segurança Pública, de direitos humanos, Defensor Público, jornalista do jornal A Tribuna de Santos, mães de vítimas mortas por policiais em São Paulo, mães de vítimas dos crimes ocorridos em Março e Abril de 2010, na Baixada Santista cometidos por grupos de extermínio e Mães de Maio.

Para ouvir a gravação da Audiência Pública clique aqui

quinta-feira, agosto 26, 2010

PARTICIPAÇÃO DAS “MÃES DE MAIO” NO I ENCONTRO DE BLOGUEIROS PROGRESSISTAS: “A BLOGOSFERA NÃO PODE SUBSTITUIR AS RUAS: A PERIFERIA GRITA!”

blog/luhttp://www.brasilianasorg.com.br/isnassif/os-crimes-de-maio-em-sao-paulo

Os crimes de maio em São Paulo
Enviado por luisnassif, sab, 21/08/2010 - 10:32

A primeira apresentação do Encontro dos Blogueiros é de Debora, da Mães de Maio.

Trata-se de uma senhora de periferia que resolveu reagir contra o massacre de 562 pessoas, em seis dias, comandado pelo alucinado Secretário de Segurança de São Paulo na época, Saulo de Castro Abreu Filho. Entre os mortos, teve um filho assassinado, assim como uma moça grávida de nove meses e seu marido.

Clique aqui para entender esse horror, que apenas a blogosfera tem condições de divulgar.



http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/08/meus-tres-livros-sobre-o-encontro-de.html

MEUS TRÊS LIVROS SOBRE O ENCONTRO

(...) Uma blogueira que eu não conhecia, Débora Silva, das Mães de Maio, fez um discurso comovente. Seu filho, que não tinhaantecedentes criminais, foi uma das 562 pessoas assassinadas em uma semana de maio de 2006, em SP. Foi a retaliação da política paulista à revolta do PCC. Ela lembrou que 562 pessoas, vítimas do Estado, representam uma matança maior por parte da polícia que durante toda a ditadura militar. Graças à mobilização, essas mães conseguiram mandar 22 policiais pra cadeia. Débora disse que a blogosfera não pode substituir as ruas, e pediu para que o capitalismo não nos impeça de pensar. Ela se emocionou muito e chorou, e eu também, óbvio.



http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&id_noticia=135499

21 DE AGOSTO DE 2010 - 22H40

(...) Diversidade

A resistência à mídia hegemônica e a oposição ao ideário direitista de Serra são pontos consensuais num Encontro que, contraditoriamente, demonstrou e enalteceu a diversidade da blogosfera, bem como seu caráter democrático. Nem todos os participantes são de blogs que se debruçam sobre as eleições presidenciais ou os abusos da grande imprensa. É o caso de Débora Maria da Silva, líder do movimento Mães de Maio.

À frente de um blog que leva o mesmo nome de seu movimento, a ativista aderiu à mídia alternativa devido aos acontecimentos que abalaram o estado em maio de 2006. Em retaliação à ofensiva do PCC (Primeiro Comando da Capital) sobre o sistema penitenciário e policial no estado, agentes de segurança exterminaram 562 pessoas naquele mês – “mais do que a ditadura” liquidou em 21 anos. Uma das vítimas, lembra Débora, foi uma mulher grávida que estava a três dias de fazer cesariana.

“São Paulo é um estado capitalista e autoritário”, denunciou Débora, ao lado de Nassif e PHA, na mesa de abertura do Encontro. Segundo ela, é à blogosfera que os movimentos devem recorrer para lançar seus pontos de vista e tentar sensibilizar a opinião pública. “O blog é um espaço democrático para nos manifestarmos. Não podemos deixar que barrem o direito de pensar do brasileiro, e a luta só se ganha com pressão.”




http://www.fazendomedia.com/encontro-dos-bloguerios-progressistas-reune-mais-de-200-comunicadores-independentes-em-sp/

ENCONTRO DOS BLOGUERIOS PROGRESSISTAS REÚNE MAIS DE 200 COMUNICADORES INDEPENDENTES EM SP
Por Tatiana Lima, 23.08.2010



(...) Débora da Silva, representante do blog Mães de Maio defendeu que a sociedade e os movimentos sociais precisam se apoderar desta ferramenta. Para ela, a internet não substitui o papel da rua, que é ”o verdadeiro espaço de luta e pressão social”. Entretanto, o blog é um mecanismo de romper a censura velada dos meios de comunicação e do poder público.

“Estou aqui para aprender e para denunciar. A internet é democrática, podemos levar nossa voz para todos os cantos. Obrigamos o estado de São Paulo a admitir que mataram nossos filhos. O assassinato de 562 pessoas não foi resultado apenas de uma ação de facção criminosa. O estado exterminou nossos filhos. Eles tiveram que admitir”, revela.



http://altamiroborges.blogspot.com/2010/08/as-mulheres-no-encontro-das-blogueiras.html

AS MULHERES NO ENCONTRO DAS BLOGUEIRAS

Destaco o emocionante e corajoso depoimento de Débora da Silva, do blog Mães de Maio, que seguramente encorajou outras mulheres a continuar lutando por seus ideais de justiça social e liberdade de expressão.



http://www.ciranda.net/brasil/article/300-podem-virar-mil-ano-que-vem

300 podem virar mil ano que vem!
Esse, aliás, é um aspecto simbólico que pode ter passado quase despercebido durante o fim-de-semana: mostramos a força dessa parceria entre movimentos sociais, sindicatos e blogueiros independentes. Como deixou claro a Débora Silva , do “Movimento Mães de Maio”, logo na mesa de abertura no sábado: a internet tem mais força se estabelecer essa parceria com as ruas, com a turma que se organiza em associações e sindicatos. A força da blogosfera progressista é a força dos movimentos sociais. Uma não existe sem os outros. A internet não substitui o combate nas ruas, na realidade concreta.

http://engajarte-blog.blogspot.com/2010/08/encontro-blogueiros-progressistas.html
SÁBADO, 21 DE AGOSTO DE 2010
Encontro Blogueiros Progressistas
Débora Silva: "O movimento por mudança social que existe na internet tem que ir para a rua."

Nas primeiras horas do Encontro de Blogueiros Progressistas, o dramático depoimento e presença de Débora Silva, liderança do movimento Mães de Maio , foi a grande novidade.

O relato de sua luta pela justiça contra os crimes cometidos na sequência do ataque do PCC em São Paulo, onde em uma semana foram assassinadas 500 pessoas, segundo ela, nem na ditadura tivemos um massacre semelhante.

Causou comoção ao auditório a presença simples, direta e verdadeira desta mãe, vitimada não por uma violência difusa, mas de crimes de mascarados, onde por debaixo das máscaras existiam PMs de São Paulo, como ela relatou, foi vítima da violência do estado, crimes ocorridos durante o governo Geraldo Alckimin.

Recordo agora dos estudos da época dos massacres, onde mais de 70% dos mortos não tinham nenhuma passagem pela polícia, eram cidadãos comuns.

Agora Débora Silva segue com sua luta por justiça, e já congrega movimentos e denúncias de todo o Brasil, habilmente utilizando os recursos da Web e, por sua consistência já consegue também acesso a alguns meios tradicionais de jornalismo.

quarta-feira, agosto 25, 2010

Blog do Dia

O blog Mães de Maio foi considerado "Blog do Dia", pelo jornalista Luiz Carlos Azenha no blog Vi o mundo.

Vá ao Viomundo CLICANDO AQUI.

terça-feira, agosto 24, 2010

Encontro de blogueiros

O Blog Mães de Maio na pessoa de Debora Maria da Silva participou do Encontro Nacional de Blogueiros que ocorreu em São Paulo neste final de semana, no Sindicato dos Engenheiros de São Paulo, com mais de 300 pessoas de todo Brasil.





Crédito das fotos: Conceição Oliveira.





sexta-feira, agosto 13, 2010

“Luto como mãe” estreia dia 20 de agosto no Rio de Janeiro - Documentário revela a luta de mães de filhos assassinados em chacinas do Rio





Assista ao documentário "LUTO COMO MÃE" em agosto nos Cinemas (Ponto Cine, Estação botafogo e Cinema nosso).
Documentário sobre o rosto feminino da violência armada no RJ.


“Luto como mãe” estreia dia 20 de agosto no Rio de Janeiro
Documentário revela a luta de mães de filhos assassinados em chacinas do Rio

Com uma câmera na mão, mulheres revelam que por trás das belezas naturais do Rio de Janeiro se esconde a dor de quem perdeu seus filhos para aqueles que, por ironia, deveriam proteger a segurança da população. Dar visibilidade para essas mães é a proposta do documentário “Luto como mãe”, do cineasta Luis Carlos Nascimento, que estreia no próximo dia 20 de agosto no Rio de Janeiro.

O longa retrata chacinas cometidas por policiais repercutidas em todo o país e nomeadas como as “Mães de Acari”, “Chacina da Candelária”, “Chacina da Baixada” e outras tão importante quanto essas. Durante quatro anos, Luis Carlos Nascimento acompanhou de perto junto com uma equipe de cinema o drama dessas mães, desde a coleta de depoimentos até os desdobramentos dos casos perante a justiça. Com uma “hand can” nas mãos, as mães documentaram suas passeatas, mobilizações, comemorações familiares e ainda realizaram entrevistas com maridos e familiares contribuindo para a inovação no processo de construção da narrativa do documentário. “Ignora-se que, para cada marido, cada filho, cada homem morto, existe sempre uma mulher por trás”, lembra Luis Nascimento no filme.

A visibilidade dessas mortes é passageira, dura enquanto a notícia durar. Seus rostos aparecem nas capas dos jornais, noticiários de TV sempre com uma lágrima demonstrando toda a sua dor. Mas tudo isso é momentâneo, no dia seguinte ninguém lembra mais do fato ocorrido e não sabemos o que essas mães fazem no dia a dia de suas lutas após o momento do luto. É sobre esse rito de passagem do Luto à luta que em 70 min o documentário "Luto como Mãe" vai mostrar com cenas emocionantes e envolventes essas mulheres de força, persistência, vontade de justiça e de mudança.

Elizabeth Medina Paulino, uma das mães de filhos assassinados na chacina da "Via Show", relata no documentário que resolveu correr atrás de justiça para que isso não ocorra com nenhuma outra mãe. "A única coisa que tinha medo era perder meus filhos e agora não tenho mais medo de nada”, conta Elizabeth que esteve no lançamento do documentário em Portugal e, segundo ela, quando acabou a exibição ficou aquele silêncio, todo mundo perplexo. Só depois vieram os aplausos.

“Luto como Mãe” participou da 14ª edição do Festival Internacional do Rio (2009) - onde concorreu a três prêmios: melhor direção, melhor documentário e melhor filme do júri popular; no Festival Viña del Mar (Chile/2009); no 12ª Festival de Cinema Brasileiro de Paris (França/2010); no 1ª Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa – FESTin (Portugal/2010); na 3ª Mostra Internacional de Cinema em Língua Portuguesa, entre outros.
O documentário "Luto como Mãe" tem a direção do cineasta Luis Carlos Nascimento, produção da TV Zero, Jabuti Filmes e Cinema Nosso. O longa foi realizado em parceria com CES- Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal) e CESEC- Centro de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes e conta também com o apoio da Fundação Ford , IPAD- Instituto Português para o Desenvolvimento, Sebrae/Rj e Fase.


Diretor Luis Carlos Nascimento

‘Luto como Mãe” é o primeiro longa-metragem do cineasta que iniciou a carreira como produtor e escritor de teatro até a chegada do premiado filme “Cidade de Deus”, onde participou do elenco. Logo depois fundou a Escola Audiovisual Cinema Nosso, que conta com o apoio dos cineastas Fernando Meirelles e Kátia Lund, onde hoje é o presidente da Instituição.


Alguns trabalhos de destaque do cineasta Luis Nascimento:

Filmografia; Cidadão Silva, (Ficção, 2002, 16 mm, 8 min) Produtor Executivo; O Cego, o Diabo e o Bom Pastor, (Ficção, 2003, DVCam, 13 min) Roteirista e Diretor; Sapukay, (Documentário, 2004, Mini DV, 9 min) Produtor Executivo;Vivendo e aprendendo, (Documentário, 2004, Digital, MiniDV, 6 min) Diretor; Nova Baía, (Documentário, 2004, Digital, Mini DV, 15min) Diretor; Nova Esperança – Yawanawa (Minissérie Rede Povos da Floresta - 2003, Mini DV, 8min) Roteirista e Diretor;Xacriabá, (Minissérie Rede Povos da Floresta - 2005, Mini DV, 10min) Diretor; Apiwtxa, (Minissérie Rede Povos da Floresta - 2003, Mini DV, 12min) Roteiro e Diretor;Construindo o Futuro (Documentário, 2005, Mini DV, 7min) Diretor e Produtor; Crime Quase Perfeito (Ficção, 2004, Beta Digital, 18 min) Roteirista e Diretor; Vida nova com Favela (Documentário, 2005, Mini DV, 14min) Roteirista e Diretor; Amarribo - controle social (2007, Mini DV, 6min) Diretor; Agro vidas (Documentário, 2007, Mini DV, 15min) Roteirista e Diretor;Cidade das Abelhas (Documentário, 2007, Mini DV, 12min) Roteirista e Diretor; Uma mãe como eu... (Documentário, 2007, Mini DV, 14min) Roteirista e Diretor; Os investigadores (Doc-ficção, 2009, HD, 15min) Roteirista e Diretor.


Mais informações no site do filme: http://www.lutocomomae.com/pt/

Salas de exibição:

Ponto Cine, Cinema Nosso e Cinemas do Estação Botafogo.